O NING e seu poder educacional
Para a diretora do Instituto Crescer para a Cidadania, Luciana Maria Allan, o NING pode colaborar com a educação muito mais do que outras redes sociais
Por: Luciana Maria Allan - Portal Educar para Crescer - dezembro de 2009
O meu último artigo, O Twitter na nova Educação, publicado aqui no Educar para Crescer, teve um ótimo retorno. Educadores e profissionais de vários segmentos, de todas as partes do Brasil, entraram em contato comigo, enviando detalhes sobre projetos muito interessantes.
Entre as várias informações recebidas, apresento para vocês, em poucas palavras, o EducaRede, que incentiva, por exemplo, o uso do Twitter nas escolas públicas. Alunos das instituições municipais de ensino de São Paulo têm, entre outras atividades, a oportunidade de conversar diretamente com o Secretário Municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider. Uma experiência- sem dúvida alguma - rica e essencial!
Focando, agora, em outra rede social, o texto de hoje irá abordar o NING e toda a sua complexidade educacional. Esqueça as mídias sociais do momento, como Orkut, Twitter e Facebook, e pense em uma outra forma de comunicação, na qual o usuário pode criar a sua própria comunidade na Internet, com direito a URL própria e controle de todo o material postado e publicado pelos demais membros, como enquetes, fotos e vídeos.
Diferente? Talvez! Mas, cada vez mais aceito em um mundo repleto de interatividade. Com essa proposta, o NING, criado em outubro de 2004 por Gina Bianchini e Marc Andreessen, tem base em Palo Alto, Califórnia, e já conta, segundo seus fundadores, com mais de 1,8 milhão de comunidades e 37 milhões de usuários.
É pouco? Em um primeiro momento, pode parecer. Mas, com o crescimento das mídias sociais no Brasil e no mundo, o NING é uma das grandes apostas para 2010. E, em um contexto cada vez mais interativo, é melhor fazer parte das tendências do que correr atrás depois.
No exterior, uma grande iniciativa no NING é a comunidade Classroom 2.0, rede social para os interessados em Web 2.0 e em tecnologias colaborativas aplicadas à Educação. Com mais de 34 mil membros, a comunidade tem workshops, chats, fóruns, vídeos e fotos sobre práticas inovadoras. As informações são variadas, desde post sobre a utilização de telefone celular na sala de aula até discussões sobre a viabilidade da smart board.
No Brasil, há espaços semelhantes. A Tecnologias em Educação, com 124 membros, surgiu com a proposta de compartilhar novidades, tendências e informações em relação ao uso das tecnologias na educação. Pode-se assistir, entre tantas opções da rede, vídeo com detalhes de webconferência realizada na Universidade Gama Filho, com o professor Carlos Valente.
Na mesma linha, há as comunidades Tecnologia em Sala de Aula, Compartilhando Ideias sobre TICs e Tecnologia na Educação, que merecem ser visitadas.
Em um caminho natural, esta informação nos remete a algumas reflexões: a sua escola está inserida no NING? Você participa desta mídia social? Lembre-se: o poder do NING é incalculável e qualquer comunidade criada, além de reforçar conceitos e práticas, irá contribuir sensivelmente para a difusão de conhecimentos e para uma maior participação dos alunos na classe.
Vamos começar agora? O processo é simples, e o resultado grandioso. Faça parte do NING. Afinal, para aplicar as novas tecnologias, é preciso, antes de tudo, conhecê-las!
(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP. E-mail: luciana@institutocrescer.org.br